Guia prático
Como consultar espécies ameaçadas em uma planilha
Consulte categorias de ameaça de anfíbios e répteis do Brasil, confira os nomes científicos e exporte uma planilha com as fontes da consulta.
Prepare a lista de espécies
Use um arquivo .xlsx, .xls ou .csv, com uma espécie por linha e os nomes científicos em uma mesma coluna. A primeira linha pode trazer títulos como “Espécie”. Outras colunas, como número do registro e observações, podem acompanhar a lista.
Prefira o nome completo, com gênero e epíteto específico. Identificações como Boana sp., “cf.” ou “aff.” precisam de revisão antes de receber uma categoria por espécie. A ferramenta aceita arquivos de até 12 MB e analisa até 20 mil linhas.
A leitura e a análise da planilha acontecem no seu navegador; o arquivo enviado à ferramenta não é transmitido a um servidor.
Passo a passo
Envie a planilha
Na ferramenta Espécies Ameaçadas, use “Escolher arquivo .xlsx, .xls ou .csv”. Para testar, selecione a planilha de exemplo deste guia.
Confirme a aba e a coluna
Confira a “Aba” selecionada e o campo “Encontramos os nomes nesta coluna”. No exemplo, a coluna correta é “Espécie”. Examine a prévia e clique em “Confirmar coluna”.
Escolha os âmbitos da consulta
Selecione Global — IUCN, Brasil e, se necessário, Estadual com as UFs de interesse. Cada âmbito tem sua própria avaliação: uma categoria global não substitui a nacional ou a estadual. Ative “Observações técnicas” para levar os avisos à exportação.
Processe a lista
Clique em “Processar planilha”. O HerpetoHelp compara os nomes com a base de nomenclatura e sinônimos, depois consulta as categorias disponíveis para os âmbitos escolhidos.
Revise nomes e categorias
Em “Revisar resultados”, examine primeiro os “Problemas taxonômicos” e os “Sinônimos atualizados”. Use “Somente ameaçadas” para facilitar a leitura das categorias de ameaça. Confira as fontes antes de usar os resultados em um relatório.
Baixe o resultado
Use “Baixar planilha analisada”. O arquivo mantém as linhas e colunas originais, acrescenta os resultados e inclui a aba “Fontes e metodologia”. Os filtros da prévia não removem linhas da exportação; a exibição da prévia é limitada a 100 linhas.
O que observar no exemplo
A planilha reúne quatro entradas didáticas, sem representar registros de campo. Compare o nome informado com o nome aceito e o status taxonômico.
| Nome na planilha | Nome aceito | Status taxonômico |
|---|---|---|
| Boana faber | Boana faber | ACEITO |
| Hypsiboas faber | Boana faber | SINÔNIMO ATUALIZADO |
| Bothrops alternatus | Bothrops alternatus | ACEITO |
| Boana sp. | Sem espécie definida | REVISÃO TAXONÔMICA NECESSÁRIA |
As duas primeiras entradas correspondem à mesma espécie após a atualização do sinônimo. A ferramenta preserva as duas linhas: considere isso se você for contar espécies distintas.
Como interpretar as categorias
- VU, EN e CR indicam, respectivamente, Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo.
- LC indica Menos Preocupante no âmbito consultado. DD indica Dados Insuficientes e NE, Não Avaliada.
- “—” indica ausência de categoria retornada pela base para aquele âmbito. Isso, por si só, não comprova uma avaliação como LC.
- “NA” em uma UF indica que sua lista estadual ainda não está incorporada à ferramenta. Consulte a fonte estadual.
“Não encontrado” é um resultado da busca pelo nome, e não uma categoria de ameaça. Confira grafia, identificação e eventuais mudanças taxonômicas. Nos casos incertos ou ambíguos, a ferramenta deixa as categorias por espécie sem preenchimento para evitar atribuí-las ao táxon errado.
Fontes e uso dos resultados
A nomenclatura segue a base do projeto, apoiada nas listas da Sociedade Brasileira de Herpetologia. As categorias vêm da IUCN e das listas nacionais e estaduais incorporadas.
Confira os documentos, links e datas em Listas de ameaça, na seção Sobre, e na aba “Fontes e metodologia” do Excel. A consulta reflete a versão da base do HerpetoHelp; verifique a avaliação ou o ato oficial aplicável ao seu estudo antes de concluir sobre o status de uma espécie.
Ao apresentar os resultados, registre os âmbitos e as UFs consultados, a data da consulta e as fontes. Veja também como citar o HerpetoHelp e suas bases.