Guia prático

Como consultar registros de herpetofauna em uma área KML/KMZ

Delimite uma área, consulte registros disponíveis de anfíbios e répteis e exporte os dados com suas fontes. Aprenda também a interpretar as coordenadas e os limites da consulta.

Prepare o limite da área

O arquivo deve conter um polígono fechado em formato KML ou KMZ. Arquivos que tenham apenas marcadores de pontos ou linhas não definem a área necessária para esta consulta. O KMZ é um arquivo compactado que contém o KML.

Você pode desenhar e salvar o polígono no Google Earth ou exportá-lo de um programa de geoprocessamento. Confira a localização e o limite antes da análise. No KML, as coordenadas seguem a ordem longitude, latitude e, opcionalmente, altitude.

O exemplo deste guia é um retângulo de demonstração no Rio Grande do Sul. Não representa um município, unidade de conservação ou limite oficial de empreendimento e não contém registros de espécies. Os limites de arquivo são 25 MB para KML e 10 MB para KMZ.

Passo a passo

  1. Abra a ferramenta e envie a área

    Em Análises Espaciais, encontre “Analisar uma área” e clique em “Inserir área (KML/KMZ)”. Selecione seu arquivo ou um dos exemplos acima. O limite é lido no navegador.

  2. Confira o polígono no mapa

    Veja se o contorno aparece no local e com a extensão esperados. Uma área deslocada ou muito maior do que o pretendido precisa ser corrigida no arquivo de origem. Para trocar o arquivo, use “Substituir área”.

  3. Escolha as fontes

    Abra “Fontes” e selecione SALVE / ICMBio, SiBBr / GBIF e/ou iNaturalist / GBIF. O resultado depende das bases ativadas; anote quais foram usadas para que a consulta possa ser reproduzida.

  4. Examine os filtros de precisão

    Em “Filtro avançado”, ative “Usar filtros” se precisar selecionar as categorias de localização. O erro máximo em quilômetros atua somente nos registros do iNaturalist que informam erro medido. Registros sem essa medida não passam a ter precisão conhecida.

  5. Leia os resultados junto com o mapa

    Na aba “Resultados”, confira “Espécies registradas dentro do KML/KMZ”. Examine a posição dos pontos na aba “Mapa” e revise as fontes dos registros relevantes. A consulta considera coordenadas dentro do polígono, inclusive sobre sua borda.

  6. Exporte e documente a consulta

    Use “Exportar Excel”. Confira as abas “Resumo por espécie”, “Registros e fontes” e “Fontes e uso”. Preserve também o arquivo KML/KMZ que definiu o recorte e registre a data, as fontes e os filtros utilizados.

O que significa “dentro da área”?

Esquema da seleção de pontos por um polígonoDois pontos com coordenadas dentro da área e um ponto na borda são considerados. Um ponto fora da área e uma referência apenas municipal, representada por um losango dentro da área, não são incluídos no recorte KML/KMZ.Área do polígonoDentroNa bordaFora
Esquema ilustrativo, sem registros reais. Círculos dentro da área ou na borda entram no recorte; o círculo fora e o losango de referência apenas municipal são excluídos.

Um ponto com coordenadas é selecionado pela sua posição. Já um registro associado apenas a um município pode aparecer na sede municipal como referência visual, mas não entra na consulta por KML/KMZ, mesmo que o símbolo esteja dentro do polígono.

A forma do marcador não garante precisão: um círculo pode ter erro grande ou desconhecido. Uma coordenada perto do limite merece atenção, porque a incerteza da localização pode ultrapassar a área analisada.

Como interpretar os resultados

  • Sem registros não significa ausência da espécie. A consulta mostra os dados disponíveis nas bases, que podem ter lacunas de amostragem ou cobertura.
  • Um registro dentro do limite não confirma presença atual. Confira data, identificação, coordenadas, incerteza e contexto na fonte original.
  • As contagens dependem da consulta. Fontes, filtros e atualizações da base podem alterar os totais; registros reunidos não equivalem automaticamente a indivíduos distintos.
  • SALVE e SiBBr não fornecem o mesmo erro métrico usado no filtro do iNaturalist. A classificação “exata” do SALVE não significa, por si só, erro menor que 100 metros.

A ferramenta apoia a consulta de dados secundários. A lista resultante não constitui um inventário completo da área. Para usar os dados em um estudo, revise os registros e as condições de uso de cada fonte.

Se a área não carregar

Confira se o arquivo tem um polígono fechado, e não apenas pontos ou trajetos. No KMZ, verifique se existe um KML válido no pacote. Se o limite aparecer em outra região, revise as coordenadas e a exportação no programa de origem. Se não houver resultados, confira também o tamanho da área, as fontes ativadas e os filtros.

Fontes e referência do formato

Consulte a origem dos dados no SALVE/ICMBio, no SiBBr, no GBIF e no iNaturalist. Os registros exportados trazem seus créditos e condições de uso; confira especialmente as restrições das licenças CC BY-NC.

As seleções, os filtros e as limitações das bases estão descritos em Fontes dos registros, na seção Sobre. A referência oficial do KML detalha a estrutura de polígonos e coordenadas. Veja também como citar a ferramenta e as fontes.